Relatório de contas do SEA

Como resposta às conjecturas de uso e abuso do orçamento do SEA, venho aqui deixar um sucinto balanço de contas para justificar o vazio encontrado no fundo dos nossos cofres. Não vou detalhar ao tostão pois isso ia-me ocupar demasiado tempo, o qual prefiro gastar noutras coisas, como por exemplo, equipar vias.

A verdade, verdadinha, é que os gastos do SEA foram superiores ao dinheiro obtido com as contribuições. O meu material de escalada novinho em folha nada tem que ver com esses fundos! Senão vejamos:

O SEA obteve cerca de 850 euros em contribuições. Com este dinheiro comprámos um berbequim (200 eur) para substituir o antigo que se volatilizou sob demasiado esforço (leia-se “morreu às minhas mãos”) e material inox para equipar. Eu, o Leo e a Isabel, fomos os únicos que equipámos com este material e abrimos 55 vias.

Sagres:
Parede das riscas – 6
Corgas – 7
Outros sectores – 4

Zona de Lisboa:
Cabo da roca – 3
Pinheirinhos – 7
Parede Nova do Fojo – 4
Novo sector no Espichel – 23
Gruta ao pé da Fenda – 1

A maioria destas vias são grandes e se contarmos dez protecções por via (8 + top) e tivermos em conta que em média cada ponto fica a 3 euros (preço super-barato só possível com o apoio da Diedro e da Espaços Naturais), cada via custa em média 30 euros.

55 x 30 = 1650 euros
1650 + 200 (berbequim) = 1850 euros
850 – 1850 = -1000 euros

Significa isto que o SEA tem um saldo negativo de 1000 euros?

Neste momento ainda há algum material em stock e o saldo negativo do SEA anda apenas à volta dos 200 euros. Estas contas são possíveis porque a Submate, representante da Petzl, está a apoiar o equipamento do novo sector do Espichel e os elementos do SEA contribuíram inicialmente com algum material que não está a entrar como custos para estas contas.

Em breve vou colocar aqui novidades sobre o novo sector “Meio Mango” no Espichel.
Obrigado pelas contribuições e espero que continuem a apoiar o SEA.

Nuno Pinheiro

2 Comments

Leave a Reply